Cidade Maravilhosa

6 01 2009

Oh! Minha cidade maravilhosa

De profetas maltrapilhos

Deitados no banco da praça

De leis estranhas e sem graça

De artistas anônimos

Que mendigam um pouco de atenção

Talvez por culpa da televisão

E de seus programas sem invenção

Que nos deixam cada vez menos humanos

 

Oh! Nossa cidade maravilhosa

De ruas escuras, nas noites serenas

De ruas esburacadas

Que guardam as lágrimas

Da chuva ocorrida na noite passada

Da nossa corte de palhaços espertos

Que comandam o comércio

E lá estamos nós a procura de emprego e dinheiro

Que nos deixa cada vez menos humanos

 

Oh! Cidade perpendicular

Que desvia o olhar da criança

Que já nasce sem esperança

De ser alguém

“Talvez no ano que vem, a mãe faz festa de aniversário pra você”

 

Oh! Cidade sangrenta

Que desperta a violência

Injustiça e desconfiança no olhar

Que nos causa soluços, sem chorar

Que gera o ódio nos filhos teus

“General, meu filho voltou da guerra?”

“Não, morreu!”

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